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Efeitos do envelhecimento sobre o coração

Efeitos do envelhecimento sobre o coração - dra Julia Bellucci - Cardiologista Joinville

Foi nos anos de 1970 que as doenças infecciosas e parasitárias perderam lugar de mortalidade para as doenças cardiovasculares. – Mudança do perfil epidemiológico. A incidência crescente e avacaladoura das doenças cardiovasculsres tem causado impacto na qualidade de vida da população. Atribui-se a urbanização, a mudança dos hábitos alimentares, ao estresse, ao sedentarismo e ao envelhecimento a fator causador desta estatística.

Efeitos do envelhecimento sobre o coração

O Envelhecimento é um processo acumulativo, sequencial, irreversível, individual, não patológico, marcado pela deterioração de um organismo maduro (Coviello, 2008), próprios a todos os membros de uma espécie (Gorz, 2007). É parte do ciclo de vida biológico humano (Amorim, 2006), que requer uma atenção diferenciada e deve ser estudado como uma fase especifica valorizando as suas limitações (Matsudo, 2002).

• Coviello, M. (2008). Envelhecimento. (Dissertação), Mestrado em Saúde do Idoso, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 30p.
• Gorz, A. (2007). O Envelhecimento. Tempo Social, v. 21, n. 1, p. 15-34, jul/set. [Acesso on line: 5/07/2012] Disponível em: http://www.fflch.usp.br/sociologia/temposocial/site/images/stories/edicoes/v211/v21n1a01.pdf
• Amorim, A. L. N C. (2006). O Envelhecimento e a Imagem Corporal. (Monografia), Especialização em Psicologia Hospitalar. Centro de Psicologia Hospitalar e domiciliar do Nordeste, Recife, 46p.
• Matsudo, S. M. R & Matsudo, V. K. (2001). A atividade física e o idoso. São Paulo: Manole.

O envelhecimento da população é um fenômeno mundial graças a redução na taxa de mortalidade. A expectativa de vida dobrou em nosso país no decorrer do século passado. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Brasil mais de 29 milhões de pessoas tem acima de 60 anos, o que corresponde a 14% da população do país.

A ocorrência de doenças do coração aumenta dramaticamente com o envelhecimento, e representa uma importante causa de piora na qualidade de vida.

A idade é um dos principais fatores de risco para doença cardíaca.

Com o aumento da sobrevida da população o desgaste “normal” do sistema cardiovascular tem se tornado patológico. Os efeitos da idade avançada sobre o organismo resultam em uma série de alterações, ano após ano a estrutura do coração e dos vasos sanguíneos se deterioram. A principal alteração é a perda do colágeno, tornando mais rígido o músculo do coração, as válvulas e os vasos.

A perda celular continua, associado a dificuldade de regeneração, leva a fibrose do músculo, das válvulas e do sistema elétrico do coração.
As alterações relacionadas ao espessamento dos vasos, tornando-os mais rígidos, é responsável pela ocorrência de pressão alta e doenças da circulação, como o infarto, o acidente vascular cerebral, a obstrução de carótida e obstrução dos vasos das pernas.

Outra alteração relacionada ao envelhecimento é a fibrose no sistema elétrico do coração, chamada de doença do nó sinusal. Na doença do nó sinusal a geração e propagação do batimento cardíaco está alterada, tornando o batimento lento, com falhas, gerando sintomas como tontura e desmaio.

É importante diferenciarmos as alterações funcionais e estruturais relacionadas ao envelhecimento normal das alterações causadas por doenças. A identificação precoce dessas alterações permite aumentar a longevidade e melhorar a qualidade de vida.

A heterogeneidade é uma característica do envelhecimento. Vários fatores vão influenciar como o processo de envelhecimento vai ocorrer, como a nutrição, a prática de atividade física, a herança genética, a associação com outras doenças.

Encontramos idosos com doenças cardíacas séricas, tornando-os incapazes, assim como idosos ativos e absolutamente independentes. Essa diferença grande diferença deve-se principalmente ao estilo de vida, associado ao controle adequado dos fatores de riscos.

A educação em saúde é umas das formas mais promissoras para a adoção de comportamentos saudáveis, modificando o estilo de vida, favorecendo medidas promotoras de saúde.

Sabendo que o coração passará por um processo de envelhecimento, podemos tornar esse mecanismo mais SAUVE, reduzindo suas complicações.

O estilo de vida é um dos principais fatores relacionados ao aumenta da vulnerabilidade do idoso. Muito dos efeitos do envelhecimento podem ser reduzidos através da prática de atividade física.

O exercício aumenta a capacidade cardiovascular. E reduz os efeitos dos fatores de risco associado no órgão cardíaco. A atividade física contribui para o bem estar físico e mental, atenuando as alterações decorrentes da idade. Reduzir as agressões ambientais. Uma dieta adequada assegurando a ingestão de nutrientes adequados para a manutenção, reparo e crescimento de tecidos.

Aumentando a funcionalidade

A qualidade de vida como: a percepção que o indivíduo tem de sua posição na vida dentro do contexto de sua cultura e do sistema de valores em que vive, e também em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. É um conceito amplo que incorpora de uma maneira complexa a saúde física de uma pessoa, seu estado psicológico, seu nível de dependência, suas relações sociais, suas crenças e sua relação com características proeminentes no ambiente (Ballone, 2002).

É inerente ao envelhecimento normal uma perda progressiva da capacidade funcional do coração, reduzindo a tolerância ao esforço. Em repouso o coração senil funciona da mesma forma que o coração mais novo.

Com o passar dos anos outras doenças passam a caminhar lado a lado com a idade, como o diabetes melito, a pressão alta, alteração do colesterol e a obesidade, aumentando o risco da incidência de complicações cardiovasculares.

Por: Dra Júlia Bellucci – CRM 18429 – RQE 14977

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