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Hipertensão nos idosos

Hipertensão nos idosos - Dra Julia Bellucci - Cardiologista Joinville

Qual é a pressão normal para o idoso?
A idade é um fator de risco isolado para desenvolver pressão alta?

As doenças do coração são as maiores causas de morte no Brasil e no mundo, e a pressão alta é o principal fator de risco. A incidência de pressão alta aumenta com o avançar da idade, podendo causar serias consequências para os olhos, coração, cérebro e rins, exigindo cuidados especiais.

À medida que envelhecimento ocorre as paredes dos vasos tornam-se mais espessas e rígidas, tornando o espaço dentro delas menor. Com os vasos menos elásticos a pressão arterial passa a ter dificuldade de se ajustar, sendo comum encontrar valores elevados. Além da alterações nos vasos, outro fator associado ao aumenta da pressão arterial nos idosos são as alterações renais, aumentando a retenção de água e sal.
Nos idosos os mecanismos reguladores da pressão estão mais lentificados, sendo comum a ocorrência de uma maior variabilidade da pressão, assim como predisposição a hipotensão ortostática (queda da pressão ao mudar de posição) e pseudohipertensão (falsa pressão alta).

Apesar de crença popular que a pressão alta está relacionada com dor de cabeça, dor na nuca, tontura, sangramento no nariz, zumbido e alterações visuais, como pontos luminosos, ela geralmente não se relaciona com sintoma algum, sendo comumente o diagnóstico ao aferir a pressão em uma consulta de rotina.

Um sintoma comum nos idosos é a tontura associado a mudanças de posição, ao levantar-se da cama ou de uma cadeira, isso ocorre devido a lenta resposta dos vasos as mudanças de posição. A ocorrência destes sintomas pode atingir cerca de 30% das pessoas com mais de 75 anos.
Outra condição comum nos pacientes idosos é a pseudohipertensão, ou falsa pressão alta, que ocorre devido ao endurecimento das paredes dos vasos gerando uma falsa estimativa da pressão arterial.

O tratamento de forma inadequada nestes casos pode piora de forma significativa da qualidade de vida do paciente, tornando mais limitado para suas atividades por potencializar aos sintomas de pressão baixa.

A rigidez também dificulta o relaxamento dos vasos em resposta a contração do coração, assim é comum o idoso apresentar uma pressão arterial anormalmente mais elevada.

O tratamento deve ser individualizado. Reduzir de forma lenta e gradual a pressão arterial para evitar sintomas de pressão baixa, como tontura, sonolência e fraqueza.

A idade por si só não determina o tratamento. Procedimentos invasivos devem ser indicados de forma criteriosa, sempre pesado os riscos e benefícios.

Por: Dra Júlia Bellucci – CRM 18429 – RQE 14977

 

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