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Quais as consequências das doenças cardiovasculares?

Consequências doenças cardiovasculares - Dra Julia Bellucci - Cardiologista Joinville

As doenças cardiovasculares são uma grande preocupação para aqueles que querem viver mais e melhor. São as principais causas de morte no Brasil – estima-se que 1 a cada 3 brasileiros morrerão destas doenças.

Além disso, causam importante incapacidade física e invalidez, contribuindo significativamente para o aumento das despesas com saúde e levando a uma notável queda da produtividade.

Em 2013 ocorreram 1.138.670 óbitos, 339.672 dos quais (29,8%) decorrentes de doenças cardiovasculares, sendo a principal causa de morte no país. Elas ainda são responsáveis por alta frequência de internações, com custos socioeconômicos elevados.

Hipertensão arterial (HA) é uma condição clínica multifatorial, frequentemente se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos, sendo agravada pela presença de outros fatores de risco (FR), como dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes melito (DM).

Mantém associação independente com eventos como morte súbita, acidente vascular encefálico (AVE), infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca (IC), doença arterial periférica (DAP) e doença renal crônica (DRC), fatal e não fatal.

No Brasil, a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular (DCV). Ela tem impacto elevado na perda da produtividade do trabalho e da renda familiar.

Esses índices alarmantes apresentam uma estreita relação com o estilo de vida. A Organização Mundial da Saúde estima que 3/4 das mortes cardiovasculares poderiam ser evitadas com mudanças adequadas dos hábitos cotidianos.

Esse é um dos nossos grandes desafios!! Alguns desses fatores não podem ser modificados: idade, sexo e história de doença cardíaca na família. Porém, existem outros muito importantes, como o tabagismo, alimentação inadequada, obesidade, falta de exercícios físicos, colesterol alterado, diabetes, pressão alta e estresse que são modificáveis.

Que tal aposentar de vez o sofá e viver mais e melhor?

A maioria das mortes por infarto agudo do miocárdio ocorre nas primeiras horas de manifestação da doença, sendo 40 a 65% na primeira hora. E, portanto, a maior parte ocorre fora do ambiente hospitalar e, geralmente, desassistida por médicos. Identificar indivíduos assintomáticos, sob risco de eventos cardiovasculares agudos, como o infarto e morte, é fundamental para a instituição de medidas de tratamento e prevenção. As medidas de prevenção são cruciais para reduzir a taxa de eventos!

A vida moderna e as tecnologias inundam nossos organismos com produtos artificiais e tóxicos, reduzem nossa atividade física diária e tornam o sedentarismo nossa rotina. O objetivo é modificar esta realidade. O diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares, o tratamento contínuo e o controle dos fatores de risco devem ser o foco de todos.

Adote mudanças no seu estilo de vida!! Inclua atividade física em sua rotina. Tenha hábitos alimentares saudáveis. Não fume. Invista em atitudes que melhoram sua qualidade de vida, além de estratégias para modular o seu estresse. Medidas simples, como a prática de 30 minutos de atividade física diária e o consumo pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares.

Transforme sua mente, corpo e espirito. Desafie-se. Não é o coração que mata, e sim seus hábitos do dia-a-dia que maltratam sua saúde. Respeite sua vida, mude de atitude.

Fonte: https://www.scielo.br

Por: Dra Júlia Bellucci – CRM 18429 – RQE 14977

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