Arritmia Cardíaca

arritmia cardíaca - Dra Júlia Bellucci - Cardiologista Joinville

A arritmia cardíaca se caracteriza por alterações nos batimentos cardíacos, que podem ficar mais rápidos, mais devagar ou irregulares.

Existem diversos tipos de arritmia cardíaca, em diferentes níveis de gravidade. Suas consequências variam desde um leve desconforto até uma situação mais grave, como a morte súbita. Para cada tipo de arritmia, a abordagem deve ser diferente.

A arritmia é responsável por uma importante redução da qualidade de vida. Como muitas vezes não apresenta sintomas, o acompanhamento médico ajuda na identificação e no tratamento.

O uso de ferramentas para o diagnóstico precoce reduz o risco de complicações, como acidente vascular cerebral, tontura e desmaios, ou mesmo a morte.

 

Tipos de arritmia cardíaca

Por se tratar de um órgão muscular, o coração precisa de um estímulo elétrico para seu funcionamento adequado. A arritmia ocorre quando existe um defeito na atividade elétrica cardíaca.

Em condições normais, o coração bate entre 60 e 100 vezes por minuto. Se o ritmo estiver diferente disso, é considerada uma alteração.

Quando existem períodos de elevação da frequência do coração, é caracterizada a taquicardia, que causa uma sensação de palpitação ou batedeira. Os batimentos ficam acelerados, mais de 100 vezes por minuto, mesmo em estado de repouso.

Por outro lado, se o paciente tem a frequência cardíaca reduzida para menos de 60 batidas por minuto, se configura a bradicardia. O ritmo pode apresentar bloqueios ou pausas na batida do coração. 

As arritmias podem ser consideradas benignas, sem necessidade de conduta adicional pelo cardiologista, ou malignas, com alto risco para saúde.

Sintomas de arritmia cardíaca

É comum a arritmia não apresentar sintomas. Mas quando aparecem, os mais comuns são:

– Sensação do coração acelerado,
– Tontura e episódios de desmaio,
– Falta de ar,
– Fraqueza,
– Suadouro,
– Dor no peito.

Fatores de risco

A causa da arritmia pode ser genética (presente desde o nascimento), ou adquirida (em consequência a doenças cardíacas).

A arritmia mais frequente encontrada nos exames de rotina é a extrassístole ventricular, definida como uma batida prematura, sendo geralmente assintomática.

A arritmia sustentada mais frequente é a fibrilação atrial, caracterizada por um ritmo irregular. Sua incidência cresce com o avançar da idade. Geralmente é sintomática e causa palpitação ou fraqueza.

Além do envelhecimento, outro risco para ocorrência da fibrilação atrial é a presença de hipertensão arterial e doenças estruturais do coração, como o coração dilatado.